Do Coração do Bispo

A contribuição Wesleyana ao movimento pentecostal

CONVERSANDO FRANCAMENTE

A contribuição Wesleyana ao movimento pentecostal

Bispo Caleb
. Nós metodistas wesleyanos brasileiros, nascemos de um movimento de renovação espiritual pentecostal no sentido clássico da expressão. É sabido por todos que em 1967 nossos fundadores abraçaram uma teologia eminentemente pentecostal com ênfases no batismo do Espírito Santo como segunda benção, com a evidência do falar em línguas estranhas, a manifestação dos dons de poder e a doutrina da santificação. No fundo aquilo foi simplesmente uma volta as crenças pentecostais wesleyanas.

Para o historiador Vinson Synan:
“Foi de Wesley que o movimento Holiness desenvolveu a teologia da ‘segunda bênção.’ Foi o colega de Wesley e teólogo sistematizador do metodismo John Fletcher, entretanto, quem chamou esta segunda bênção de ‘batismo no Espírito Santo’, uma experiência que [traz] poder espiritual para aquele que o recebe, além de limpeza interior. (…) Durante o século 19, milhares de metodistas diziam receber esta experiência.”

Até mesmo o termo “pentecostal”, segundo Opal L. Reddin, já era usado pelos wesleyanos antes do início do movimento pentecostal moderno, ouçamos este erudito das Assembleias de Deus dos EUA:
” Os pentecostais assumiram uma dívida imensa para com os movimentos wesleyanos Holiness (de santidade). Temos consciência de muitas contribuições feitas pelos crentes wesleyanos aos crentes pentecostais. Na década anterior ao surgimento dos movimentos pentecostais, muitos grupos Holiness traziam nos títulos de suas publicações escritas o termo pentecostal, como também falavam continuamente sobre poder pentecostal.

A Doutrina do Batismo com o Espírito Santo como segunda benção é inclusive uma expressão criada por um teólogo wesleyano dos tempos de Wesley.

Vinson Synan disse:
“Foi de Wesley que o movimento Holiness desenvolveu a teologia da ‘segunda bênção.’ Foi o colega de Wesley e teólogo sistematizador do metodismo John Fletcher, entretanto, quem chamou esta segunda bênção de ‘batismo no Espírito Santo’, uma experiência que [traz] poder espiritual para aquele que o recebe, além de limpeza interior.

Mas existem divergências.
Enquanto muitos pentecostais não dão ênfase na santificação como resultado do Batismo do Espírito Santo, os wesleyanos vêem na santidade sua mais poderosa evidência. Os pentecostais mais clássicos esperam apenas a evidência de línguas e revestimento de poder para testemunhar, mas nós wesleyanos de 1967, além de crermos nas línguas estranhas, (glossolalia) e no revestimento de poder comunicados nessa experiência, cremos que sua evidência mais marcante é a manifestação de um desejo intenso por santificação bem como uma capacitação interior poderosa para tal. Lamentamos saber de alguns “batismos de poder” que não trouxeram consigo profundo desejo por santificação. Pra nós. as línguas , o poder para testemunhar e a santificação, são as evidências da segunda benção, do Batismo de fogo.

Vou ficando por aqui por enquanto…..

Notas Bibliográficas

REDDIN, Opal L. No Livro A Luta Contra Os Anjos do Mal de C. Peter Wagner e Douglas Pennoyer. Bompastor Editora, São Paulo Brasil. 2000, Pagina 171.
SYNAN , Vinson. O Século do Espírito Santo Editora Vida. SP.

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