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Democracia ou Democracias?

Democracia ou Democracias?
Por Mais Povo em nossa Democracia.

Por Bispo Anderson Caleb

Quando estudamos os regimes políticos podemos classifica-los em regimes democráticos e não democráticos. Em nossa conversa de hoje nos interessa o regime democrático, nesses as decisões políticas devem estar bem próximas da vontade popular. A melhor definição de democracia, data venia, foi a de Abraham Lincoln:
“É o governo do povo pelo povo e para o povo”.

DEMOCRACIAS

Dependendo do grau de participação popular o regime democrático pode se manifestar em três modalidades:

Democracia direta,
Democracia representativa ,
Democracia semi-direta.

A Democracia direta tem como modelo a Grécia antiga na qual os cidadãos (excluídas as mulheres, os escravos, as crianças e os estrangeiros), reuniam-se em assembleia (ekklesia), pública na praça, para decidirem assuntos de sua pólis (cidade). Isso hoje é praticamente impossível , talvez uma utopia confusa.

A Democracia representativa ou indireta, é aquela em que as decisões são tomadas não diretamente pelo povo, mas sempre por meio de seus representantes eleitos .

E a Democracia semidireta, onde existe participação dos dois modelos anteriores, ou seja além da eleição de representantes por meio do voto, tem-se também instrumentos de democracia direta, de participação direta do povo, tais como: Plebiscito, Referendo e a iniciativa popular.

O MODELO BRASILEIRO
O modelo brasileiro é esse último conforme elencado no artigo 1 parágrafo único de nossa Carta política, de nossa Constituição Federal:

“Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Uma excelente escolha de nossos constituintes de 1988, mas isso pode e precisa melhorar mais.

UM GRITO POR “MAIS POVO ” EM NOSSA DEMOCRACIA

Considerando que a maioria de nosso digno e distinto povo, quer um país sério, que respeita valores como o trabalho, a família, a religião, a liberdade, a honestidade e a dignidade da pessoa humana, penso que precisamos, numa reforma política, aumentar o alcance de nossos instrumentos de democracia direta tais como o Plebiscito e o Referendo por exemplo.
É sabido que em alguns países da Europa, como a Itália, qualquer emenda à Constituição precisa de um referendo popular. O povo tem que referendar, endossar, aprovar a modificação constitucional.

Sendo assim fica meu grito por mais participação popular em nossas casas de Leis.

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