Do Coração do Bispo

Festa Junina, Sim ou Não?

Bispo Anderson Caleb

Vou recorrer nesta rápida reflexão à Wikipédia como fonte de informação sobre Festas Juninas. Sem esse conhecimento não podemos tirar nenhuma conclusão.
Com a Palavra a Wikipedia:

“História da festa junina”

“A História da Festa Junina ou a História da Festa de São João, remonta a origem da celebração indiana que ocorre em diversos países, e que são historicamente relacionadas com a festa dudana santo de verão (no hemisfério norte) e de inverno (no hemisfério sul), que é celebrado no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano).
A festa que teve origem na Idade Média na celebração dos chamados Santos Populares (Santo António, São Pedro e São João).[2] Além de São João, comemorado no dia 24, os outros são São Pedro (no dia 29) e Santo António (no dia 13). Em Portugal, as festas dos três marcam o início das festas católicas por todo o país.” (Wikipedia, em 22/06/17).

A CULINÁRIA
A culinária típica das festas juninas consiste dos pratos feitos para as festas de veneração a São João, Santo Antônio e São Pedro que acontecem em Junho. São normalmente pratos a base de milho como canjica, o curau e pamonha, por exemplo. Dependendo da região onde for realizada, a culinária pode ter um caráter peculiar. (Wikipedia, idem).

Ainda lendo a Wikipedia, descobre-se que:
As festas juninas no Brasil são, em sua essência, multiculturais, embora o formato com que hoje as conhecemos tenha se originado nas festas dos santos populares em Portugal: a Festa de Santo Antônio, a Festa de São João e a Festa de São Pedro e São Paulo principalmente. A música e os instrumentos usados (cavaquinho, sanfona, triângulo ou ferrinhos, reco-reco etc.) estão na base da música popular e folclórica portuguesa e foram trazidos ao Brasil pelos povoadores e imigrantes do país irmão. As roupas caipiras ou saloias são uma clara referência ao povo campestre que povoou principalmente o nordeste do Brasil e pode-se encontrar muitíssimas semelhanças no modo de vestir caipira no Brasil e em Portugal. Do mesmo modo, as decorações com que se enfeitam os arraiais iniciaram-se em Portugal, junto com as novidades que, na época dos descobrimentos, os portugueses trouxeram da Ásia, tais como enfeites de papel, balões de ar quente e pólvora. Embora os balões tenham sido proibidos em muitos lugares do Brasil, são usados na cidade do Porto em Portugal com muita abundância e o céu se enche com milhares deles durante toda a noite. A dança de fitas típica das festas juninas no Brasil origina-se provavelmente da Península Ibérica.

No site Mundo das Tribos, busquei uma breve pesquisa sobre os símbolos da festa junina:

ALGUNS SÍMBOLOS DA FESTA JUNINA

Conhecendo um pouco mais sobre os principais símbolos das festas juninas.

A fogueira – é um dos mais notáveis símbolos. Representa proteção contra os maus espíritos, acredita-se purificar o local e sinal de agradecimentos aos santos.
Fogos de artifícios- Leva para longe os maus espíritos.

Casamento. – Acredita-se que o casamento simboliza uma homenagem a uma jovem francesa, que ficou grávida e foi obrigada a casar.

Mastro. – Outro símbolo que está relacionado com a fé, o mastro está ligado aos cultos agrários, onde eram realizados agradecimentos à fecundação

Quadrilha – Dança típica francesa, tem o significado de agradecimento aos santos juninos que são: Santo Antônio, São João e São Pedro. Aqui no Brasil a quadrilha ficou popular e atualmente é dançada ao ar livre.

Pau de Sebo. – É um mastro untado de sebo com um prêmio no topo, para quem alcançar.

Lavagem do santo – Normalmente é feito antes da meia noite, a imagem é molhada num lago ou riacho com uma bacia d’agua, logo após banha-se as mãos, pés ou outra parte do corpo para buscar proteção divina.

Bandeirinhas. – No início das comemorações da Festa Junina os desenhos de santos ou frases religiosas eram lugar certo nas bandeirinhas, hoje vemos apenas cores nada mais.
Fonte: mundodastribos.com

 

UMA BREVÍSSIMA  ANÁLISE RACIONAL, BÍBLICA E EQUILIBRADA SOBRE O POLÊMICO TEMA

“Abstende-vos de toda a aparência do mal”
I Tess 5.22

1. Cristãos evangélicos e protestantes não participam de festas que veneram a Santos. “Festa dos Santos Populares” é um dos seus nomes. São João, Santo Antônio, São Pedro, etc. Nós só celebramos a Cristo.

2. Esta é uma comemoração, uma festa de origem idólatra da Igreja Romana. Sem dúvida trata-se de cultura, mas de cultura romanizada, religiosa,, na qual Cristo não é o centro.

3. Os símbolos estão na sua maioria ligados à crendices e a ilusão de espantar maus espíritos como já se viu acima.

Sendo assim a origem dessa festa cultural é totalmente anti-evangélica e anti-protestante.
Embarcar sem pensar nessa proposta é sinal de ignorância ou de falta de vigilância.

E FESTA CAIPIRA GOSPEL? PODE?

O consenso e o mais prudente seria realizá-la em outro período do ano, se possível, ou então denomina-lá com outro título que a afaste de qualquer associação com esta festa de origem idólatra e pagã. Quanto menos se parecer melhor.
As comidas típicas não são problemas em si, já estão incorporadas à culinária brasileira, deve-se é claro evitar as bebidas alcoólicas.

ENFIM, COMO LIDAR COM A CULTURA ?

Alguém disse com sabedoria que com a cultura o cristão bíblico lida com três Rs:

R – Receber
R – Recusar
R – Redimir.

Deve-se RECEBER o que não afronta as Escrituras e a ética cristã;
Deve-se RECUSAR o que contraria a Bíblia e a ética cristã;
Deve-se REDIMIR o que for possível.

Veja o Natal. Em dezembro se comemorava o nascimento do Sol Soistico ou Invictus, depois os cristãos passaram a comemorar o nascimento de Jesus o Sol da Justiça. Instrumentos e ritmos antes usados para musicas mundanas, carnaval, agora redimidos, são usados para adorar a Deus, etc.

Penso que se deve analisar com equilíbrio o assunto, mas com firmeza na Palavra e coragem de se posicionar.

O que não podemos é nos entregar aos modismos sem reflexão, sem estudar e pesquisar em que estamos nos envolvendo. Sincretizando rituais pagãos.
Todavia o brasileiro é muito festeiro, na Bíblia encontramos muitas festas , entretanto deve-se examinar tudo para reter o que for bom. Uma festa com versão gospel, sem os símbolos da idolatria ou de crendices populares talvez se encaixasse como estratégia Evangelística.

As Igrejas poderiam também estudar na Escola Dominical a origem das Festas Juninas mostrando aos crentes e interessados sua gênese pagã e idolatra, respondendo assim com racionalidade os que nada sabem do assunto e ficam repetindo opiniões de outras pessoas.

Estudar e conhecer os fatos facilita nossos discernimentos e juízos, como também, nos livra da incoerência e de darmos lugar ao diabo, que se esconde atrás dos ídolos, em nosso próprio quintal.

Leia você mesmo:

I Coríntios 10. 19,29

“Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa?
Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demónios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demónios”

 

Não permita que a ignorância o leve a pecar, saiba discernir e separar as coisas. Festa Junina Não! Festa caipira cristã , talvez.

Oséias 4.6

“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”

Uai, sô!

Bispo Anderson Caleb

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