Do Coração do Bispo

Glória a Deus pelo despertamento do Metodismo no Brasil em 1967.

ALGUMS RISCOS DE UM AVIVAMENTO PROLONGADO

Bispo Anderson Caleb

O avivamento espiritual de ênfase pentecostal da década de sessenta trouxe vida e crescimento a igreja histórica. Alguns desses movimentos se tornaram estruturas denominacionais, o que não foi ruim. Deus é Deus de ordem e as estruturas podem servir aos movimentos do Espírito. Entretanto se não vigiarmos corremos alguns riscos de perder a gloria de Deus mas continuar usando o véu.

Alguns riscos e perigos que ameaçam o departamento wesleyano de 67:

1. O risco do comodismo
Alguns dizem: “vejam onde chegamos!” , “Que benção” “se melhorar estraga”, “vamos fazer uma tenda e ficar por aqui mesmo”. Mas o despertar de 67 foi só o começo e não o fim! Esperemos mais de Deus! Ele é poderoso para fazer “infinitamente mais”! Efesios 3.20.

2. O risco do saudosismo
“No inicio era tão bom”, ” no inicio Deus falava”, “no passado Deus agia” etc. Já ouviu isso? Eu já.
Esse discurso saudosista pra mim é uma forma de entristecer o Espirito Santo. Porventura o Espirito do Senhor envelheceu? Cansou?
Boas lembranças sim! Legado histórico, sim, idolatria ao passado, não! Ele é o mesmo hoje , e existem milhares de joelhos que não se dobraram a Baal. Deus esta agindo hoje em nossa igreja, mas alguns não querem ver. Todavia tudo pode ficar sempre melhor. Filipenses 1.6. O fato é que alguns se contentam com pouco e putros vivem só da história.

3. O risco do engessamento litúrgico e metodológico
Trata-se daquele discurso que diz: “sempre foi feito assim” , ” A 51 anos fazemos desse jeito”, etc.
Concordo que existem métodos e liturgias bíblicas que são quase intocáveis, mas existem muitos métodos, estratégias e costumes que precisam ser contextualizados. A abordagem de Pedro aos Judeus em Atos 2 não poderia ser a mesma aborgagem de Paulo no areópago.
Enfim , deve haver lugar para o novo de Deus , mas não para a simples novidade , ou seja, a novidade pela novidade.

4. O risco do pedantismo e da arrogância
Sim alguns grupos bem sucedidos que se mantém em ascensão no universo exlesiologico, correm o risco de se tornarem pedantes, orgulhosos e fechados ao aprendizado.
O tempo pode fechar nossos ouvidos espirituais, vejam esse texto:

“Melhor é o mancebo pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar”
Exlesiastes 4.13

5. Por outro lado o risco de uma baixa estima institucional também é possível
Sim porque depois de algum tempo alguns irmãos e lideres acabam se acostumando com a excelência e perdem a perplexidade perante o sagrado, o “sagrado nosso” de toda semana. Quando isso acontece a “grama do vizinho” parece mais verde do que a nossa. Todavia a reunião, o culto mais simples e menos sofisticado, que conta com a Presença Santa, jamais é uma “simples” reunião, é um evento único.

É claro que a Igreja de Cristo é um corpo vivo, e ela esta na denominação apesar de não ser uma denominação, ela é maior. Por isso não permitamos que o tempo nos engesse, nos torne arrogante e nem esfrie nossa paixão pela Igreja. Estrutura e vida não precisam ser coisas antagônicas.

Enfim:
Vigiando esses riscos e deixando o Espirito Santo nos reinventar a cada geração;
vivendo em santidade e Poder seremos sempre relevantes e atuais;
dialogando com as necessidades humanas de todas as gerações. não sem perseguições é claro.

Só pra gente pensar…

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