Do Coração do BispoNOTÍCIAS

Quando a Polícia some.

Reflexões sobre a crise de segurança do Estado do Espírito Santo.
Você também precisa de polícia pra não se corromper?

Bispo Anderson  Caleb

INTRODUÇÃO

A título de introdução quero citar uma reflexão extremamente confrontadora e radical que li a poucas horas que me fez pensar:

“PSICOLOGIA DE POLÍCIA E BANDIDO.
Na greve da PM no Espírito Santo cidadãos comuns foram vistos realizando saques em lojas e supermercados. A ausência da polícia revela uma realidade assustadora: o caos ético e moral que se encontra o nosso país. Quando a polícia se torna a regra de conduta das pessoas, o instrumento de controle que as impede de cometer crimes percebe-se a falta de consciência ética e moral. Retirada a polícia vem a tona o desejo latente de um povo corrupto. Idiotice pensar que só políticos são desonestos, tendo oportunidade, muitos se tornam criminosos. A conclusão é a seguinte: Se precisamos de polícia para sermos honestos, somos uma sociedade de bandidos soltos!”
Sérgio Oliveira ,
Teólogo e psicólogo.

A BÍBLIA TEM RAZÃO.

Por mais que algum sociólogo condecorado  com algum título de doutorado ou de pós-doutorado,  queira fugir da Bíblia, ele a encontrará na linha de chegada.
A Bíblia sempre chega na frente.

A Escritura Sagrada  afirma que todos pecaram, que o coração humano é corrupto, e que não há um justo se quer.
A inclinação voraz, feroz e obsessiva  do coração humano para o pecado só pode ser freada ou “domada”  pela presença do próprio Deus.
Paulo percebeu isso em si mesmo:

” Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico.”
(Romanos, 7.19)

Todos nós, em certo sentido, somos “transgressores soltos na rua”. A maioria não saqueia supermercados,  mas
mente, sonega, dissimula, é egoísta, se omite, etc…afinal atire a primeira pedra quem não peca nunca. E isso com ou sem polícia por perto.
Todavia sem polícia, sem a vigilância dos pais, do cônjuge, do patrão, do governo, sem normas penais, sem cobrança, sem o olhar do outro, somos sempre tentados a transgredir. Se o problema sou eu ou está em mim, a questão é:

QUEM VAI ME LIVRAR DE MIM MESMO?

A pergunta certa então não é
“como eu posso me livrar de mim mesmo?”
Não existem receitas humanas, nem existem caminhos humanistas que resolvam a questão. A história tem demonstrado esse fato. Sociedades ricas e cultas cometem crimes e se degradam moralmente de forma igual ou pior que os mais pobres e incultos povos.

A Pergunta certa é
“Quem pode me livrar de mim mesmo?”

A Resposta, e não é porque eu sou pastor, é sempre a mesma: Jesus Cristo. Deus. A vitória vem de fora, vem do alto.

A história tem demonstrado que a presença do Cristianismo e a sua prática, civiliza os povos, eleva a dignidade da pessoa humana, valoriza a família, incentiva o compartilhar do pão e da propriedade, incentiva a ciência e a cultura.  As primeiras universidades (Paris, Bolonha, Oxford) e muitas outras surgidas mais tarde (Harvard, Yale, Princeton etc.) foram criadas por cristãos. Os Hospitais e as Casas de Misericórdia  são invenções dos cristãos.

Conforme registrou Natanael Castoldi, em seu blog “Entre o Malho e a Bigorna”:

” Os primeiros cristãos, com base no Evangelho, opuseram-se ao aborto, ao infanticídio, ao abandono de filhos, ao suicídio e às disputas de gladiadores. Tudo isso, antes do crescimento da Igreja, era amplamente praticado e considerado lícito, 50 anos depois da legalização do cristianismo no Império Romano, tudo isso já era considerado ilegal

O princípio de que “nenhum homem está acima da lei” originou-se com o cristão Ambrósio. Em 390 ele pressionou o imperador Teodósio a se arrepender pelo assassinato de sete mil pessoas sem justificativa, apontando tal verdade bíblica. Em 1215 a Carta Magna tomou esse conceito cristão e o expandiu.”

Jesus disse: Se o filho vos  libertar verdadeiramente sereis livres”.

Quando alguém “nasce de novo” através de um encontro cm Jesus, um encontro de fé e um encontro  racional com sua lógica e ética, isso inicia um processo de libertação interior de si mesmo e seus instintos egoístas. Os exemplos se multiplicam a nossa volta com os milhares de “ex” transgressores.

É claro que os cristão também  pecam e cometem erros graves.
Não alcançamos a perfeição, ainda que seja possível alcançar a santificação nesta vida, ou seja, aquela  maturidade em amor a Deus e ao próximo, que me faz pensar muito antes de ceder e transgredir.

SOCIEDADE DE BANDIDOS SOLTOS?

Mesmo que vivamos em meio a uma “sociedade de bandidos soltos”, ou de ” pecadores soltos”, ou ainda de “transgressores soltos”, existe todavia uma esperança:

LEVAR A SÉRIO O EVANGELHO!

Buscar um encontro Real com aquele Nazareno que vem transformando e dignificando vidas por toda a história. Não um encontro religioso , formal ou litúrgico, mas um encontro de corações.

EVANGELHO: UM PODER MAIOR  QUE CASSETETES E BALAS.

Sim, Jesus transforma “bandidos soltos” em ex-bandidos. E Ele já provou isso incontáveis vezes. O evangelho é o poder de Deus.

O verdadeiro cristão , não um nominal, não o pseudo-cristão, seja clérigo ou leigo,  não precisa de polícia pra ser um cidadão honesto.

Obrigado.

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